
Fala, galera do Ação 2D! Se no nosso último papo a gente quebrou tudo nas ruas de Nova York, hoje a gente vai pegar a nossa nave e viajar para uma galáxia muito, muito distante.
Esquece os Sabres de Luz, a Força e toda aquela ladainha de Jedi contra Sith. Hoje é dia de falar de dinheiro no bolso, tiro de blaster e jato nas costas. Vamos relembrar o icônico, difícil e estiloso pra caramba: Star Wars: Bounty Hunter do PlayStation 2!
Lançado pela LucasArts no final de 2002, esse jogo veio para provar que o submundo de Star Wars é tão fascinante quanto as batalhas espaciais.
O Homem por Trás do Capacete
Sabe aquela história de que o Jango Fett foi escolhido a dedo para ser a matriz do exército de clones da República em O Ataque dos Clones? Pois bem, este jogo é o “documentário” de como isso aconteceu.
A trama se passa dez anos antes do Episódio II. O Jango Fett está quebrado, precisando de um contrato gigantesco para se reerguer. É aí que surge o Darth Tyranus (o Conde Dookan) oferecendo uma bolada astronômica para quem conseguir caçar uma Jedi sombria líder de um culto insano. Jango aceita o desafio, iniciando uma corrida mortal contra outros caçadores de recompensa.
Gameplay: O Arsenal Mais Apelão da Galáxia
A melhor parte de jogar com o Jango Fett é que você não precisa respeitar as leis da gravidade. O gameplay de Bounty Hunter mistura ação em terceira pessoa com mecânicas de plataforma bem verticais, graças ao uso do clássico Jetpack.
O combate é frenético e te faz se sentir um verdadeiro exército de um homem só:
- Blasters Duplos: O sistema de mira automática te permite atirar em dois alvos diferentes ao mesmo tempo. É estilo puro.
- Lança-Chamas: Ideal para quando aqueles alienígenas bizarros resolvem correr em sua direção em bando.
- Mísseis de Pulso: Acoplados no Jetpack para mandar veículos e grandes grupos pelos ares.
- Corda de Fibra de Carbono (Whipcord): Perfeita para amarrar os inimigos e capturá-los vivos.
O Verdadeiro Trabalho de um Caçador
O jogo não se chama Bounty Hunter à toa. Além da missão principal, cada fase está entupida de NPCs que têm recompensas secundárias por suas cabeças.
O Olho Clínico do Caçador:
A qualquer momento você pode acionar o visor do capacete do Jango para escanear a multidão. Se o alvo estiver marcado em verde ou vermelho, você pode escolher: matá-lo ali mesmo (vale menos créditos) ou usar a corda para amarrá-lo e nocauteá-lo (vale a bolada cheia).
Essa mecânica dá uma dinâmica sensacional para o jogo, fazendo você parar no meio de um tiroteio tenso só para escanear se o cara que está atirando em você não vale uns trocados extras.
O Lado Sombrio: Uma Dificuldade “Raiz”
Não vamos tapar o sol com a peneira: Star Wars: Bounty Hunter é difícil pra caramba. O sistema de câmera do PS2 às vezes te sabota, principalmente nos momentos de plataforma onde você precisa calcular o combustível do Jetpack para não cair no limbo.
As fases são longas, os inimigos têm uma precisão cirúrgica e o sistema de checkpoints da época não tinha pena do jogador. Se você morrer muito perto do fim de uma fase gigante, prepare-se para refazer boa parte do progresso. É o puro suco dos anos 2000.
Veredito: Vale o Seu Crédito Galáctico?
Mesmo com os controles um pouco travados para os padrões de hoje e a dificuldade que vai fazer você querer arremessar o DualShock 2 na parede, Star Wars: Bounty Hunter é um jogaço.
Ele expande o universo da franquia de um jeito foda, tem cinemáticas muito bem produzidas para a época (com direito à dublagem original do ator Temuera Morrison) e entrega aquela fantasia de poder que todo fã do Boba ou do Jango Fett sempre quis experimentar.
Se você curte a lore de Star Wars e quer um desafio de ação raiz no PS2, limpe o visor do seu capacete e boa caçada!
Nota: 8/10 (Sendo 2 pontos bônus só pela satisfação de usar o lança-chamas)
