
Fala, galera do Ação 2D! Beleza?
Se você viveu a era de ouro dos anos 90, com certeza se lembra de quando a Rareware colocava o dedo em qualquer jogo e ele virava ouro em formato de cartucho. Depois de explodir mentes com a trilogia Donkey Kong Country no Super Nintendo, a empresa decidiu que o plano de pixel em duas dimensões era pequeno demais para o gorila mais famoso dos games.
Em 1999, o Nintendo 64 recebeu o gigante, o polêmico e o absolutamente viciante Donkey Kong 64. Pegue sua banana amarela, prepare o seu fone para o DK Rap e vem com a gente relembrar essa relíquia dos jogos antigos!
O Rei dos “Collect-a-Thons” (e do Backtracking)
Falar de Donkey Kong 64 é falar sobre a definição máxima do gênero Collect-a-Thon (aqueles jogos baseados em coletar um milhão de itens para avançar). Se você achava que achar as estrelas de Super Mario 64 dava trabalho, DK64 elevou o nível para a enésima potência.
O jogo te joga na clássica missão de recuperar o estoque de bananas roubado pelo King K. Rool e salvar os amigos de DK. Mas aqui está a grande sacada (e a maior dor de cabeça de muito marmanjo): o game introduziu cinco personagens jogáveis, e cada um interage apenas com itens da sua respectiva cor.
- Donkey Kong: O clássico equilibrado (Bananas Amarelas).
- Diddy Kong: O ágil com mochilas a jato e pistolas de amendoim (Bananas Vermelhas).
- Lanky Kong: O orangotango bizarro que anda com as mãos e estica os braços (Bananas Azuis).
- Tiny Kong: A macaquinha que encolhe e plane com as marias-chiquinhas (Bananas Roxas).
- Chunky Kong: O gorila gigante e medroso que quebra tudo (Bananas Verdes).
Se você visse uma banana azul flutuando com o Donkey Kong, esquece. Tinha que achar um barril de troca, virar o Lanky, voltar até o lugar e pegar. Esse vai e vem constante — o famoso backtracking — fez muita gente perder os cabelos, mas garantia dezenas de horas de gameplay para quem queria os suados 101% de conclusão.
Curiosidades que valem um Cartucho de Ouro
Para o pessoal do Ação 2D que curte bastidores e nostalgia, a história por trás desse jogo tem pérolas inacreditáveis:
O Bug do Expansion Pak: DK64 foi um dos poucos jogos que exigia obrigatoriamente o Expansion Pak (aquele cartucho de memória que você enfiava na cara do Nintendo 64). O motivo real? O jogo tinha um bug bizarro que travava o console aleatoriamente e a Rare nunca conseguiu consertar a tempo. A solução deles foi embalar o acessório de graça junto com o game para mascarar o problema usando mais memória RAM!
- O DK Rap Eterno: A abertura do jogo traz os Kongs cantando um rap que divide opiniões até hoje, mas entrou para a história da cultura pop. Quem nunca cantou “He’s the leader of the bunch, you know him well…”?
- Arcade clássico embutido: Para zerar o game de verdade, você precisava coletar a moeda da Nintendo e a moeda da Rare. Para isso, o jogo te obrigava a jogar e passar de fase no fliperama original de Donkey Kong de 1981 e no clássico Jetpac. Uma verdadeira ode aos retro-games!
Vale a pena jogar em pleno 2026?
Com certeza! Embora a câmera do Nintendo 64 às vezes pareça brigar com o jogador e o excesso de itens para coletar possa assustar a geração atual, acostumada com jogos mais lineares, Donkey Kong 64 esbanja carisma. A trilha sonora de Grant Kirkhope é impecável e o level design dos mundos, como a Frantic Factory ou Fungi Forest, é genial.
O título é um marco de uma época em que os desenvolvedores testavam os limites absolutos do que o 3D conseguia entregar. Se você tem um N64 empoeirado em casa, acesso ao Nintendo Switch Online ou curte uma boa emulação, dar uma chance para essa aventura dos Kongs é um investimento obrigatório no seu currículo gamer.
E você, chegou a completar os 101% na época ou largou o controle de frustração com tanta banana colorida? Deixe seu comentário aqui embaixo e comente com a galera do Ação 2D!
