
Dragon Ball Z: A Trilogia The Legacy of Goku e Buu’s Fury
Se você busca a experiência definitiva de Dragon Ball Z em RPG, a resposta não está nos consoles de última geração, mas no pequeno cartucho do Game Boy Advance. A trilogia desenvolvida pela Webfoot Technologies — composta por The Legacy of Goku, The Legacy of Goku II e Buu’s Fury — definiu o que é um Action RPG 2D de respeito.
Hoje, no Ação 2D, vamos analisar como essa saga evoluiu e por que ela ainda é o padrão ouro para os fãs de retrograming e de Akira Toriyama.
. Dragon Ball Z: The Legacy of Goku – Onde Tudo Começou
Lançado em 2002, o primeiro The Legacy of Goku trouxe uma proposta audaciosa: transformar a Saga Saiyajin e a Saga de Freeza em um RPG de ação. Embora limitado, ele estabeleceu as bases do gênero no portátil.
- O primeiro título foi um experimento ambicioso. Em um mercado saturado por jogos de luta 2D, The Legacy of Goku apresentou uma perspectiva top-down com combate em tempo real.

A Estrutura: O jogo cobria desde o início da Saga Saiyajin até o confronto final com Freeza em Namekusei.
Limitações Técnicas: Embora inovador, o primeiro jogo sofria com um sistema de combate rígido e uma barra de energia que se esgotava rapidamente. No entanto, ele estabeleceu a identidade visual da série: cenários coloridos e trilhas sonoras que utilizavam o chip de áudio do GBA para emular as composições de Bruce Faulconer.
Ponto Chave: Foi o “teste de fogo” que provou que Dragon Ball Z funcionava como um RPG de ação.
.Dragon Ball Z: The Legacy of Goku II – A Obra-Prima
É aqui que a série atingiu o ápice. Legacy of Goku II é frequentemente citado em listas de melhores jogos de GBA de todos os tempos.
Se o primeiro jogo foi o rascunho, Legacy of Goku II é a obra-prima. Aqui, a Webfoot não apenas corrigiu os erros do antecessor, mas criou um dos melhores RPGs da biblioteca do Game Boy Advance.

A Revolução do Gameplay: A introdução do sistema de Cartões de Acesso e barreiras de nível (Character Gates) transformou a exploração em algo próximo ao estilo Metroidvania. Você precisava treinar personagens específicos para abrir novas áreas do mapa.
Múltiplas Perspectivas: A possibilidade de alternar entre Gohan, Piccolo, Vegeta e Trunks (além de Goku) trouxe profundidade narrativa. Cada personagem tinha um set de golpes único, como o Special Beam Cannon ou o Burning Attack.
O Auge da Saga Cell: O jogo termina de forma magistral no Cell Games, oferecendo uma das batalhas finais mais satisfatórias da era 32-bits (emulada no portátil).
.Dragon Ball Z: Buu’s Fury – O Refinamento Final
Encerrando a trilogia, Buu’s Fury pegou a base do antecessor e adicionou camadas profundas de RPG.
O encerramento da trilogia mudou o nome, mas manteve o DNA, focando intensamente na customização e no “Endgame”.

Sistema de Atributos: Pela primeira vez, o jogador tinha controle total sobre os stats. Ao subir de nível, você distribuía pontos em Força, Defesa e Energia, permitindo criar um Vegeta focado em dano físico ou um Gohan focado em rajadas de Ki.
Equipamentos e Loot: Introduziu um sistema de itens (luvas, botas, acessórios) que alteravam os status. Isso incentivou o fator replay e o famoso grind para derrotar chefes opcionais.
Fusões e SSJ3: A mecânica de fusão (Gotenks e Vegito) foi implementada de forma orgânica, exigindo precisão no tempo de transformação para não esgotar o Ki, elevando a estratégia das lutas contra o Majin Buu.
Análise Técnica: Por que essa trilogia ainda é relevante?
O grande segredo dessa trilogia foi a curva de aprendizado. O jogador começa sentindo a fragilidade de um Goku que mal consegue voar e termina controlando seres capazes de destruir galáxias.
- Pixel Art de Elite: O uso de cores vibrantes e sprites bem animados garantiu que o jogo envelhecesse muito melhor que os títulos 3D da mesma época (como os de PS2).
- Fidelidade à Lore: Os jogos incluíram até episódios filler do anime, como o clássico momento em que Goku e Piccolo tentam tirar a carteira de motorista, criando uma conexão emocional profunda com o fã.
Conclusão: O Legado Definitivo no Ação 2D
A trilogia Legacy of Goku é um testamento de uma era onde desenvolvedoras ocidentais e japonesas colaboravam para expandir as fronteiras de uma IP. No Ação 2D, nossa recomendação é clara: se você quer entender a evolução do RPG de ação portátil, revisitar esses três títulos é obrigatório.
Qual foi o momento mais marcante para você? Alcançar o Super Saiyajin com o Goku em Namekusei ou a primeira fusão do Gotenks no Buu’s Fury?



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