
Pokémon FireRed e LeafGreen no Switch: O Relançamento que Ignora o Online e Testa a Paciência dos Fãs
A espera acabou, mas talvez não do jeito que você sonhava. A The Pokémon Company confirmou o relançamento de Pokémon FireRed e LeafGreen para o Nintendo Switch. O clássico de GBA que nos levou de volta a Kanto em 2004 está de saída do museu direto para a eShop, mas a notícia chega com um gosto amargo para quem esperava modernização.
O que esperar (e o que não esperar)
Diferente dos jogos principais da série, este relançamento é uma emulação direta. Isso significa que a Nintendo não incluiu funções online. Esqueça batalhas ou trocas via internet com amigos distantes; se quiser completar sua Pokédex, a única forma oficial no Switch será através de conexão local (estando no mesmo recinto que outra pessoa com o console) ou via integração com o Pokémon HOME.
O Luxo do Japão: Brindes que não cruzam o oceano

Como de costume, o mercado japonês recebe o tratamento VIP. Enquanto por aqui recebemos apenas o arquivo digital, as edições físicas de colecionador no Japão virão acompanhadas de:
- Cartões de Arte em Alta Definição: Ilustrações clássicas de Ken Sugimori em papel de gramatura especial.
- Adesivos Exclusivos: Conjunto com os 151 Pokémons originais com o traço da época do GBA.
- Caixa Retrô: Uma embalagem comemorativa que remete ao design original japonês de 2004.
Prós e Contras: Vale o investimento?
- Prós: A maior vantagem é a preservação oficial. Ter o jogo no Switch com a facilidade do Save State (salvamento rápido) e a possibilidade de transferir seus monstrinhos para os jogos da 9ª geração via Pokémon HOME é um ponto positivo para os puristas.
- Contras: O preço no Brasil é o grande vilão: R$ 120,99 por cada versão. Pagar esse valor por um jogo de 22 anos, sem modo online e totalmente em inglês, é uma barreira gigante. A falta de tradução para o PT-BR em um relançamento de 2026 é, no mínimo, um desrespeito com a nossa comunidade.
A Realidade Brasileira: O R36S e a Emulação
Com um preço desses e a falta de recursos básicos, o olhar do brasileiro se volta para as alternativas. O portátil R36S se tornou o refúgio de muitos treinadores. Nele, é possível rodar essas mesmas ROMs com uma vantagem que a Nintendo se recusa a entregar: traduções completas feitas por fãs para o português.

Jogar no R36S permite uma experiência mais acessível e compreensível para quem não domina o inglês, mas o Ação2D deixa o alerta:
Aviso Legal: A forma mais correta e ética de utilizar esses jogos em dispositivos como o R36S, celulares ou PCs é se você já possui ou adquiriu as mídias físicas originais. Ter o cartucho original na sua coleção é o que legitima o uso da ROM em outros aparelhos por uma questão de backup e preservação pessoal.
E aí, a integração com o Pokémon HOME justifica os 120 reais ou você vai ficar com o seu R36S traduzido? Deixe seu comentário e vamos debater!
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